Criação de novas vagas de emprego diminuiu 58% em 2014

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Houve uma diminuição de 58% na criação de novas vagas de emprego formal no Brasil no ano de 2014.

Conseguir um novo emprego formal está mais difícil no Brasil, apontam as pesquisas. Os dados revelados pelo Rais (Relação Anual de Informações Sociais) apontaram que houve uma diminuição de 58% na criação de novas vagas (o país criou 623.077 empregos), em comparação ao ano de 2013. A pesquisa foi divulgada pelo Ministério do Trabalho na última quarta-feira (dia 9).

Desde o ano de 1999 não se via um resultado tão ruim. Naquele ano o país criou 501.630  novas vagas de emprego.

Os números de trabalhadores pesquisados pela Rais incluem os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e desempregados), os trabalhadores celetistas e também os servidores nos âmbitos federal, estadual e municipal e os trabalhadores temporários.

Dentre os setores que sofreram maior queda na criação de novas vagas foram a construção civil, com queda de 76,9 mil vagas e a indústria de transformação que fechou cerca de 121,7 mil vagas.



Segundo os dados revelados pelo TEM, estamos longe do recorde de gerações de empregos: o ano de 2010 registrou um número de 2,54 milhões de novas vagas de empregos formais.

Postos fechados em 2015:

Nos sete primeiros meses deste ano foram fechados cerca de 494.386 postos de emprego com carteira assinada, segundo o revelado pelo Caged. Desde o começo da série histórica registrada pelo Ministério do trabalho, esse foi o pior resultado registrado. A série histórica mede o acumulado dos sete primeiros meses do mês desde o ano de 2002, quando o saldo havia ficado negativo para o mesmo período. Mesmo assim, o acumulado deste ano supera o de 2002.

A queda na criação de novos empregos formais parece ser reflexo da crise econômica que o país enfrenta. Gerar uma nova vaga no Brasil demanda alto custo com direitos trabalhistas e burocracia. Portanto, as empresas preferem não oferecer novas oportunidades, mas aproveita a mão de obra que possuem, oferecendo horas extras ou outras vantagens aos empregados. A queda no consumo também faz com que a criação de novas vagas desacelere, já que o comércio sempre é um grande gerador de empregos.

Por Patrícia Generoso



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