Trabalhar Menos Horas pode Aumentar a Produtividade

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Consultoria afirma que profissionais que trabalham menos horas por dia tendem a ter melhor produtividade.

Uma consultoria acaba de concluir que trabalhar menos aumenta a produtividade. Verdade ou mentira? Confira nesse artigo.

Não foi a primeira vez que esse tipo de constatação encheu de alegria os homens e mulheres que passam até 12 horas num local de trabalho, e o pior, sem qualquer previsão de ver seu expediente, enfim, terminar.

Agora foi a vez da consultoria inglesa Expert Market concluir que trabalhar menos horas aumenta a produtividade e melhora a economia de um país, diferentemente do que a lógica parecia indicar.

Em um estudo foi feito com base na observação da jornada de trabalho em 36 países de todos os continentes (menos o Brasil), a empresa concluiu que os países mais ricos economicamente são também aqueles cujos funcionários trabalham menos horas por ano.

Países como a Alemanha, por exemplo, com não mais que 1.371 horas trabalhadas anualmente, por pessoa, apresentou uma impressionante produtividade de 25,9 libras/h, colocando-a entre as 6 nações mais produtivas do mundo.

Valor esse que nem ao menos chegou perto da impressionante produtividade de 45,71 libras p/ hora em Luxemburgo, colocando-o no alto do podium, como a economia mais produtiva do mundo, mesmo não ultrapassando as 1.643 horas de trabalho p/ano.

Quando comparados a esses países, nações como Chile (1.989 h para uma produtividade de 8,96 libras), México (2.228 h para produtividade de 5,96 libras) e Costa Rica (2.216 h para produtividade de 5,31 libras), definitivamente parecem estar na contramão do que se espera nos dias atuais, ou seja, trabalhar menos para que se possa, enfim, atingir o tão sonhado aumento da produtividade.



No entanto, há um problema nesse estudo! Pois, de acordo com outro estudo publicado pela diretora de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Fernanda Negri, e pelo consultor legislativo do Senado, Luiz Ricardo Cavalcante, o problema da baixa produtividade, especificamente no Brasil, vem de uma “questão estrutural da economia, devido à baixa capacidade de incorporar tecnologias para produzir melhores produtos, baixa qualidade da educação, além da forma inadequada da força de trabalho”.

Uma das provas disso é que o Brasil, que já experimentou no início dos anos 2000 um crescimento do PIB da ordem de 7,1%, não conseguiu fazer com que sua produtividade se refletisse nesse crescimento; não ultrapassando 1,4%.

Uma conclusão que parce óbvia é que esse número pequeno de horas trabalhadas por parte do trabalhadores dos países desenvolvidos pode ser melhor definido como o efeito e não a causa da sua produtividade.

Significando dizer que, cercados de toda a tecnologia, pouca burocracia, educação, infraestrutura, etc, são capazes de produzir mais em menos tempo. O que, obviamente, irá traduzir-se em menos horas trabalhadas.

O sonho, portanto, de poder um dia trabalhar menos, ganhar mais e ainda contribuir positivamente para a economia do país, terá que ser adiado! Pelo menos a médio prazo.

Pois comprovadamente uma quantidade menor de horas trabalhadas é apenas e tão somente o efeito ou o reflexo de uma economia bem estruturada e equilibrada, e nem de longe a causa da sua produtividade.

Vivaldo Pereira da Silva



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