Seguir uma carreira profissional contribuindo para a sociedade

Categoria: Carreira profissional, Notícias, Sociedade

  

O principal conselho quando alguém vai se decidir em sua carreira é fazer o que ama. A fala já se tornou exaustiva e o que a maioria diz é que só fazendo o que te deixa feliz profissionalmente é que vai atrair o sucesso.

Porém, o que está acontecendo nos últimos meses, é uma análise mais cuidadosa dessa frase “fazer o que você ama”. Esse pensamento pode ser o causador da sociedade individualista de hoje e que esse tipo de conselho pode ser interpretado como uma imaturidade do mundo real.

Uma das pessoas que defende que “fazer o que ama” é uma frase equivocada é o cofundador do Netscape, Marc Andreessen. O executivo afirmou isso em vários posts publicados no microblog Twitter. A defesa dele é de que as pessoas não fiquem pensando apenas no que vai fazer e o que será melhor somente para ela, e sim pensar no que vai trazer benefícios também para as outras pessoas. E daí distorcer esse momento cruel de sociedade que vive apenas para realizar o seu “próprio umbigo”.

E ele vai mais além. Os conselhos de “fazer o que ama” e “seguir a profissão que lhe traz paixão” são os mais destrutivos e que traz perigo a carreira daquela pessoa. Segundo Andreessen, as pessoas só vão ouvir esses conselhos de quem é altamente bem sucedido e que fizeram aquilo que amam. “Contudo, e as pessoas que seguiram sua paixão e não se deram bem?”, questiona. “Não ouvimos isso de pessoas que falharam (…) ao fazer o que amavam”, postou na rede social.




A dica de Andreessen é que as pessoas deveriam seguir o que contribui para a sociedade, e não apenas seguir o que realiza o próprio umbigo. Focar em esforços profissionais para alimentar o próprio ego não é o que realiza a maioria das pessoas. As pessoas que contribuem mais para a sociedade são as que se satisfazem melhor e que conseguem ter elevados salários e bons cargos.

Ele assume que o seu conselho realmente é difícil de seguir, já que fazer apenas olhando para o nosso lado é o mais coerente. Contudo, Andreessen não está sozinho nessa defesa. O autor do best-seller “O monge e o executivo”, James Hunter, pensa que o verdadeiro líder é aquele que serve aos outros. O reconhecimento, segundo Hunter, virá do ato de servir e a satisfação profissional virá logo após, seguindo um ciclo. 

Por Carolina Miranda


 

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