OIT demonstrou preocupação sobre a desaceleração econômica e seu impacto sobre o emprego em diversos países





Em encontro no Peru para discutir questões sobre a economia e seu impacto no emprego, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) demonstrou preocupação junto a representantes e delegados de 70 países.

Na busca de promover crescimento econômico e maior igualdade e justiça social, a OIT pediu aos países da América que tomem medidas para conter a desaceleração econômica e com isso os efeitos sobre o mundo do trabalho, como expõe o artigo do site (economia.uol.com.br).


Além das questões de ordem econômica no continente e no mundo, o alerta ocorre também para fatores com relação à qualidade do trabalho e das vagas geradas. Falta “responsabilidade ética” sobre as condições de trabalho. “Emprego digno, proteção social e melhores salários”. Segundo o órgão, é preciso “Desenvolvimento sustentável com trabalho decente, produtividade e inclusão social”. Dessa forma será possível garantir a redução da informalidade e conduzir os trabalhadores a empregos formais.  

Ainda em relação à qualidade dos empregos, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) também chama atenção para os empregos que estão sendo criados no mais rico país do continente americano. De acordo com sua presidente, Janet Yellen, os postos de trabalho, gerados após o forte e ainda presente momento de crise econômica, estão vindo de maneira incompleta, isso porque a qualidade do trabalho deixa muito a desejar como resultado de recuperação da economia.

Os EUA conseguiram reduzir sua taxa de desemprego de 6,1% para 5,9%, melhor patamar antes da grave crise iniciada em 2009. Porém, essa redução não está convertida em melhorias trabalhistas, ao contrário, as vagas geradas têm uma média salarial baixa. Além disso, as horas de trabalho estão bastante reduzidas, reflexo das poucas leis trabalhistas, que facilitam os empresários admitirem ou demitirem trabalhadores, ou ainda, empregarem por meio período ou menos, como relata matéria do Valor.


Os tipos de empregos nos EUA também foram alterados, “O número de pessoas empregadas em bares e restaurantes saltou 13,4% desde o fim da última recessão e o emprego total cresceu 6,2%”. Muitas pessoas querem empregos, mas não encontram, acredita Yellen. Tais fatos confirmam, portanto, que a preocupação da OIT é extremante cabível.

Por Roberta Lima



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