É bom ou ruim ficar muito tempo em uma mesma empresa?



Especialistas sugerem que o funcionário deve ficar o tempo suficiente na empresa para que adquira conhecimento e um bom aprendizado com a experiência.

Houve um tempo em que estabilidade no trabalho era sinal de competência e de que determinada pessoa era um bom profissional. Mas, a evolução do mercado de trabalho trouxe novos perfis de profissionais e reviu alguns conceitos com relação à estabilidade no emprego, apontando principalmente, para o fato de que ficar muito tempo na mesma empresa, é acomodar-se. Mas isso ainda é ponto de discordância entre especialistas, por isso, levanta-se neste artigo, algumas questões com relação às duas situações.

Alguns especialistas, como professores de liderança e consultores de carreira, defendem que não é exatamente o tempo de trabalho o fator que determinará se a pessoa esteja há muito tempo no mesmo emprego significa acomodação, mas sim, como ela se comporta nessa função, suas atitudes dentro da empresa. Um exemplo dessa diferença: o funcionário está há 12 anos trabalhando em determinada empresa, e nesse tempo ele  mudou de cargo, foi promovido,  assumiu novas responsabilidades, especializou-se em outras áreas etc. Agora, se nesses 12 anos o profissional ficou no mesmo cargo, estagnado, aí sim, pode-se enxergar um problema.



Já para outros especialistas, não há prazo determinado – nem mínimo, nem máximo – para que um funcionário fique em uma empresa, e sim, o tempo suficiente para que ele adquira conhecimento e tenha um bom aprendizado com a experiência. Alguns defendem que o tempo ideal é entre 5 e 6 anos, e que passando desse período, já pode ser encarado como acomodação.

Uma coisa a ser considerada pelo trabalhador é se ainda há formas dele crescer dentro da empresa, esse pode ser um fator determinante para que a pessoa saiba se deve continuar ou se é hora de ir em busca de novos desafios. Largar mão da estabilidade e ir atrás de novos desafios é uma atitude muito bem vista pelo mercado de trabalho. 

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Na verdade o que deve haver é que o profissional tenha bom senso e que saiba dos riscos que corre, por exemplo, caso um empregador pergunte sobre a rotatividade na carreira, ele deve saber exatamente o que responder e como justificar, pois é isso o que fará a diferença, principalmente, porque rotatividade na carreira pode indicar tanto falta de compromisso quanto dinamismo profissional.

Por Elia Macedo

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