Semana de trabalho de 4 dias: prós e contras


Muitas pessoas têm comentado sobre a semana de trabalho de quatro dias, que representaria uma modificação significativa na forma como as coisas funcionam atualmente. Trata-se de um movimento que tem ganhado cada vez mais força e adeptos ao redor do mundo e embora pareça estranho, tem alguns ângulos bastante interessantes que justificam o ganho de força da ideia.

Além disso, esse tipo de modelo de trabalho pode trazer alguns benefícios que vão influenciar diretamente em questões de produtividade. Conforme a semana avança, é comum que os colaboradores de uma empresa se sintam mais cansados e, portanto, menos propensos a realizar as suas funções com empenho. Com a semana de trabalho de 4 dias isso poderia ser contornado, diminuindo também os níveis de estresse das pessoas inseridas no ambiente corporativo.


Vale pontuar também que existem alguns estudos mostrando que os trabalhadores podem ser tão produtivos em quatro dias quanto são atualmente em cinco. Com a reformulação do modelo de trabalho, espera-se que eles se dispersem menos vezes e, portanto, consigam fazer as suas tarefas de maneira mais rápida e eficaz. Além disso, estarão mais descansados ao fim da jornada do último dia.


Portanto, como os benefícios estão sendo cada vez mais comentados e comprovados, este movimento vem ganhando força. Um exemplo disso é na Nova Zelândia, especialmente durante a pandemia da Covid-19. O país em questão chegou a levantar a possiblidade de diminuir a jornada de trabalho para frear os avanços da doença, bem como para incentivar o turismo local.


Em termos de funcionamento, é possível afirmar que as mudanças seriam bastante simples: ao invés de contar com cinco dias, a semana de trabalho passaria a contar com quatro. Entretanto, para isso funcionar, os especialistas apontam que o trabalho não deve se tornar mais extenso nos dias em questão. É preciso que as coisas sejam mantidas da mesma forma ou não serão beneficias.


Desse modo, uma semana de trabalho de quatro dias também deve passar por uma redução da carga horária: ao invés de trabalhar 44 horas semanais, os trabalhadores passariam a trabalhar 35, no caso da lei brasileira, que considera os modelos em questão.

É interessante destacar que embora muitas pessoas tenham tratado a semana de quatro dias como um assunto novo devido ao crescimento da ideia atualmente, na verdade, esta ideia sempre esteve presente na sociedade. Entretanto, aparecia com maior frequência através dos discursos favoráveis a modelos de trabalho que fossem mais flexíveis. Logo, o destaque foi benéfico no sentido de fazer com que mais organizações e sindicatos tivessem ciência dessa possibilidade, o que a aproxima de uma realização.

A pandemia trouxe algumas mudanças para o contexto de trabalho da atualidade, como a adoção do modelo home office e do trabalho híbrido. Estes assuntos eram tabus para muitas empresas, que sustentavam a ideia de que os colaboradores não teriam a mesma produtividade caso pudessem desempenhar as suas atividades de casa.

Porém, devido à necessidade de se adaptar à nova realidade, as empresas acabaram se flexibilizando e percebendo que existem benefícios nestes modelos, de modo que mesmo com a possibilidade de retornar ao presencial, algumas acabaram optando por manter parte dos seus times de colaboradores trabalhando nos modelos home office e híbrido.

Logo, isso serve para provar que existe a possibilidade de fazer a semana de trabalho de quatro dias funcionar. A flexibilidade se mostrou como algo favorável para a produtividade e mostrou ser viável manter as pessoas trabalhando pelo mesmo salário, mas em modelos que também considerem o seu bem-estar de forma geral.

Desse modo, atualmente a concretização dessa ideia parece um pouco mais próxima do que há alguns anos, o que pode ser muito benéfico.



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