Com a crise, o Governo anunciou o Programa de Proteção ao Emprego, que visa autorizar que as empresas reduzam a jornada de trabalho e façam cortes nos salários de até 30%.

O Governo, preocupado com o aumento do desemprego, principalmente no setor automotivo, anunciou na última segunda-feira (06/07), o PPE – Programa de Proteção ao Emprego, uma medida que autoriza a redução da jornada de trabalho e, consequentemente, cortes no salário dos trabalhadores em até 30% para que o país possa atravessar este momento de crise sem que haja tantas demissões como vem ocorrendo.
Para o trabalhador, o corte em seu salário na verdade será de 15%, já que o Governo utilizará os recursos do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador – para bancar os outros 15%. Ainda de acordo com a presidente Dilma Rousseff, este programa tem duração máxima de 1 ano e os gastos estimados são de cerca de R$ 112,5 milhões!

O PPE foi criado em parceria com os Sindicatos dos Trabalhadores das Montadoras, porém, não contará com o apoio de Joaquim Levy, ministro da Fazenda, uma vez que o programa vai elevar os gastos do FAT justamente em um período em que o ministro, juntamente com sua equipe econômica, trabalha para conseguir reduzir estes gastos, inclusive através da restrição do acesso ao Seguro Desemprego.

Joaquim Levy se preocupa com o fato de que esta medida provisória seja entendida como uma forma de "relaxamento do ajuste fiscal", principalmente agora que o Congresso Nacional autorizou um aumento salarial para o Judiciário, além do reajuste do salário mínimo que será pago aos aposentados do INSS.
O ministro não se conforma de ter que ficar de um lado fazendo tantos cortes nos gastos e do outro, ver o Governo "relaxando" as medidas que visam ajudar o país a economizar mais.

Para o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, este é um projeto "ganha-ganha", onde segundo ele, vão ganhar os trabalhadores que não serão demitidos mesmo tendo uma redução no salário continuarão a ter sua renda e todos os demais benefícios, ganham as empresas que vão continuar tendo mão de obra para manterem sua produção enquanto contam com uma redução na folha de pagamento e ganha também o Governo que vai conseguir conter a onda de desemprego que vem crescendo por todo o Brasil, além de manter receitas que do ponto de vista fiscal, são fundamentais de serem mantidas em um momento de crise como este que o país atravessa.

Por Russel


Algumas profissões não sofrem nenhum impacto com a crise econômica pela qual o Brasil está passando.

Em plena crise econômica no país é normal a preocupação dos profissionais com os possíveis rumos da carreira. Algumas profissões são mais vulneráveis às oscilações financeiras, o que deixa seus empregados em estado de alerta a qualquer alteração no cenário financeiro brasileiro.

Mas não é o que acontece com algumas profissões em especial. Mesmo na crise, algumas profissões não sofrem tanto com os efeitos da retração na economia. Segundo o sócio da consultoria Search, Marcelo Braga, o mercado financeiro, o agronegócio e o mercado farmacêutico são os segmentos que menos foram afetados pela atual crise brasileira.

Confira alguns setores que sofreram pouco com a crise econômica brasileira:

Compras e suprimentos: Sua capacidade de renegociar contratos antigos, buscar novos fornecedores e também sua capacidade de avaliação de prioridades e necessidade de compra faz com que seja uma figura-chave na redução de despesas para as empresas. Uma verdadeira peça chave, que não pode ser dispensada.

Gestor de projetos e processos: Esses profissionais ajudam a empresa a reorganizar procedimentos e melhorar a gestão de seus projetos. Fazem isso com o lançamento de novos produtos ou mudança de sistemas integrados. Seu objetivo é tudo o que a empresa mais quer: economizar o máximo de tempo e dinheiro possível.

Desenvolvedor de software: Um dos setores que mesmo com a crise continua crescendo é o de tecnologia, portanto os profissionais dessa área pouco tem com o que se preocupar.

Engenheiro de energia renovável: A falta de profissionais experientes no setor faz com que a mão de obra desse profissional seja visada e valorizada. Como o setor é relativamente novo no Brasil, consegue ter uma maior resistência à crise.

Analista ou supervisor de custos: Como o tempo é de cortar gastos e de apertar os cintos na área financeira, esse profissional é muito valorizado nas empresas e nenhum empregador vai abrir mão de um funcionário que ajuda a manter as contas sob controle. 

Por Patrícia Generoso


Com a crise econômica que o Brasil está passando, é comum que os profissionais fiquem preocupados e desmotivados, mas é preciso ficar atento a alguns fatores para que isso não aconteça.

Em um ano de crise financeira é normal que os ânimos fiquem mais exaltados e a incerteza quanto ao futuro se torne um cenário mais comum em muitas empresas. Esses fatores podem influenciar seu rendimento e fazer com que a sua motivação seja menor em algumas situações. Para evitar que sua motivação seja influenciada pelo cenário atual fique atento a alguns fatores:

– A crise passa: Se você é novo no mercado de trabalho e está passando pela sua primeira crise financeira, saiba que o cenário econômico tende a mudar com o tempo. O país já passou por diversas crises e tempos depois o cenário estava novamente estável. A economia brasileira é comparada por alguns especialistas com uma onda: ora está em baixa, ora está em alta. Então não se desespere! A crise passará. Não sabemos o tempo certo, mas é certo que ela passará.

– Seja profissional: Concentre-se no seu trabalho,  na sua carreira, aproveite o cenário de economia em queda para aperfeiçoar seus conhecimentos em alguma área específica, faça cursos de reciclagem. Quando o cenário estiver melhor, com certeza, esses conhecimentos serão muito úteis.

– Não se deixe abater: A dica mais importante para quem quer manter-se motivado durante este ano de crise é não absorver comentários pessimistas. Esteja sempre perto de pessoas que querem inovar e que não se rendem ao senso comum. Enxergar além em um cenário pessimista não é fácil e quanto mais pessoas com pensamentos positivos você tiver em sua rede de relacionamentos melhor será a sua passagem por esse tempo de crise.

– Mantenha a calma: É imprescindível manter a calma em momentos de crise. Um funcionário que não tem o controle sobre momentos difíceis contaminará toda a equipe e fará com que o rendimento do grupo seja menor. Procure ter momentos de relaxamento e distração nos intervalos do trabalho, tire um tempo para se conhecer. O autoconhecimento também é uma chave para o autocontrole.

Por Patrícia Generoso


Algumas análises podem ser feitas e atitudes serem tomadas para não ser pego de surpresa com uma demissão em plena crise.

Perder o empregogeralmente não é algo que consta na lista de projetos pessoais de nenhum profissional (a não ser que ele não queira ser um). Mas nos momentos de crise, em especial quando o mercado de trabalho passa por uma crise financeira muito forte, que é o caso nos últimos tempos, a tendência é que se preocupe mesmo com o cargo.  Saber o que fazer quando perder o emprego em plena crise é algo que o profissional deve pensar mesmo se nunca tiver passado por uma. Vejamos alguns pontos para analisar e ver o que é possível fazer a respeito.

– Quem são os primeiros a serem demitidos?

Cada empresa conta com um método de corte de pessoal em tempos de crise diferente. Algumas cortam os profissionais que ganham mais, outras os solteiros em sacrifico daqueles que tem famílias e etc. Nesse ponto uma coisa é certa: não importa se a pessoa é casada, solteira ou filho de um rei, os profissionais que apresentam resultados ruins ou medianos são os primeiros na linha de frente das demissões.

– É melhor trocar de emprego, esperar ser demitido ou aguardar a crise passar?

Em suma é melhor esperar, às vezes o profissional nem será atingido e caso seja uma crise passageira ele terá a oportunidade de continuar no emprego. O ideal é que o profissional se esforce para apresentar resultados de nível “excelente” mesmo sem crise. Isso é um ponto a favor dele em momentos de crise.

Agora se não teve jeito mesmo e a pessoa perdeu o emprego a primeira coisa a se fazer é manter a calma. Desespero não leva a lugar algum e ainda bloqueia o pensamento racional para possíveis saídas.

A pessoa que perde o emprego com crise ou sem crise tem que procurar outro. Entretanto, com a crise a coisa fica bem pior. É exatamente isso que o profissional tem que aproveitar, “o pior”. Em muitos casos, é uma boa chance de começar a empreender e iniciar uma atividade em uma área que não vem sendo tão afetada pela crise no mercado de trabalho.

Outra dica é procurar emprego naqueles setores “neutros”. Ou seja, com a crise em plena erupção existem áreas que não “estão nem aí” e continuam a crescer.

Uma última observação a ser feita é o fato de que o profissional precisa saber o que acontece no mercado mesmo quando estiver tudo bem. Se ele souber conhecer aspectos como rotatividade, áreas promissoras, a sua função e o espaço dela no mercado entre outros pontos, em caso de uma possível demissão ele já terá mais ou menos delimitado um caminho e não ficará sem rumo não sabendo para que direção ir.

Por Denisson Soares





CONTINUE NAVEGANDO: