A taxa de empregos na indústria apresentou queda de 5,2% nos primeiros seis meses do ano de 2015. No acumulado dos últimos 12 meses também há a queda, sendo de 4,6%.

O atual cenário econômico brasileiro traz consigo uma grande quantidade de consequências negativas. Um dos setores mais atingidos pela crise é, sem sombra de dúvidas, a indústria, haja vista a queda na taxa de empregos da indústria pelo sexto mês consecutivo. Dessa forma, os dados oficiais apontam que o mês de junho registrou um recuo de 1% quando comparado com maio. Esse é um dado oficial do Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística.

O resultado negativo não é exclusivo do mês de junho, pois no primeiro semestre de 2015 o recuo no número de empregos nas fábricas de todo o Brasil já registra um recuo de 5,2%. Além disso, é importante destacar que o resultado acumulado dos últimos doze meses também é negativo: baixa de 4,6%. Outro detalhe muito importante é a comparação com junho de 2014, que aponta um recuo de 6,3% no emprego industrial. Trata-se nada menos que a maior queda desde agosto de 2009.

Os dados apresentados nesta matéria são bastante preocupantes, pois, segundo o IBGE, a grande maioria dos setores que participaram da pesquisa registraram baixas nos empregos quando comparado a junho 2014.

Dentre as categorias que mais sofreram com a baixa de emprego está a de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações que registrou baixa de 13,9%. Logo em seguida temos o segmento de produtos de metal que registrou recuo de 11,8%. O segmento de meios de transporte ficou com baixa de 11,4%. Logo em seguida temos: máquinas e equipamentos, vestuário e alimentos e bebidas com baixas de 8,9%, 6,7% e 3,0%, respectivamente.

Além disso, vale ressaltar que a análise do segundo trimestre mostrou que o nível de assalariados na indústria sofreu retração de 5,8%, portanto, temos a 15ª taxa negativa de forma consecutiva.

Com tais baixas é evidente que a produção industrial também caiu. Mesmo após mostrar resultados positivos em maio, a produção industrial acabou mesmo por registrar uma retração de 0,3% no mês de junho.

Por Bruno Henrique


Tradicional jornada de trabalho de 8 horas diárias está ficando para trás. Os profissionais usam o tempo livre para continuar fazendo alguma atividade do trabalho.

Uma notícia que tem pegado com surpresa a todos foi que a tradicional jornada de trabalho de 8 horas vai sendo deixada para trás, pois através de uma pesquisa da Career Builder realizada nos Estados Unidos, foi mostrado que durante o tempo livre quase 40% das pessoas que estão empregadas continuam fazendo algum tipo de atividade profissional.

Essa pesquisa apontou que os americanos quando não estão trabalhando, ainda ficam verificando e respondendo e-mails mesmo fora do seu horário de expediente, que já é composto de uma jornada de 8 horas, mas um outro ponto mostrado nessa pesquisa é o fato de acharem que é ultrapassado realizar expediente das 09h às 17h.

A diretora de Recursos Humanos da Career Builder, Rosemary Haefner, afirma que algumas empresas não conseguem encerrar o seu expediente antes do horário informado e isso acabaria resultando para os funcionários mais liberdade e flexibilidade, junto com a produtividade e a rentabilidade aumentando bem mais do que o normal.

O Brasil e os EUA não mudam muito nessa divisão da vida pessoal e da vida profissional, tanto que a consultoria Randstad, uma conhecida multinacional de Recursos Humanos concluiu que mesmo fora das horas que realizam as suas atividades, 63% dos profissionais efetuam tarefas como atender ao telefone e responder o e-mail do trabalho. Profissionais do tipo do Rodrigo Galindo, presidente da Kroton, ficam conectados na empresa entre 10 horas e 12 horas, pois acham bem difícil se desligar das suas atividades.

O fato de ficar conectado mesmo durante as folgas não é tido como um problema, onde os brasileiros conseguiram ficar na quinta posição no ranking mundial, com uma marca de 68%, atrás do México, de Portugal, da China e ainda da Índia.

Quais são os motivos que levam aos profissionais atuais manterem esse tipo de comportamento?

O mais provável é o fato de ser uma cultura mundial o fato de ficar “24 horas conectado” e nas organizações é tido que o funcionário sempre esteja à disposição, um hábito que por cima é notado logo quando nos levantamos da cama e a cada dia o lazer está sendo deixado para um segundo plano.

Por Fernanda de Godoi


Taxa de desemprego registrada foi de 6,4% em abril de 2015, sendo o quarto mês consecutivo de alta.

Uma notícia bastante desagradável é que pelo quarto mês consecutivo a taxa de desemprego no Brasil registrou aumento. Dessa forma, a mesma alcançou 6,4% em abril de 2015, sendo este o maior índice para este mês desde o ano de 2011. Tal resultado foi apresentado segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A taxa também apresentou aumento quando comparada com o mesmo período em 2014 quando registrou 4,9%.

É importante ressaltar que esta pesquisa é feita nas regiões metropolitanas das seguintes cidades: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Com tal resultado, a população desocupada passa a ser de 1,6 milhão de pessoas no mês de abril, número bem perto do registrado em março. O problema é quando a comparação é feita com o mês de abril de 2014, pois abril de 2015 apresenta um aumento na taxa de desocupados de 32,7%. Além disso, o IBGE também destacou que este é nada menos que o maior crescimento anual da população desocupada desde março de 2002.

Já quando o assunto são as análises regionais, ficou evidente que o desemprego não apresentou variações em relação a março, porém, quando a comparação é feita com o mesmo período em 2014 percebe-se uma boa variação.

Em Salvador, por exemplo, a taxa passou de 9,1% pata 11,3%. A cidade de Belo Horizonte e região metropolitana registrou aumento de 3,6% para 5,5%. Já Porto Alegre também registrou um aumento na taxa de desemprego, haja vista os atuais 5% contra a taxa anterior de 3,2%. Rio de Janeiro, São Paulo e Recife também seguiram o ritmo de aumento na taxa de desemprego.

Em contrapartida com o aumento na taxa de desemprego está o rendimento médio real que sofreu um recuo. Segundo os dados do IBGE o rendimento médio real dos trabalhadores registrou R$ 2.138,50, um recuo de 0,5% quando comparado a março de 2015 e nada menos 2,9% quando a comparação é feita com o mesmo período em 2014. A atividade que registrou o maior recuo no rendimento foi a de construção, haja vista a comparação mensal ter registrado uma queda de 4% e a anual 7,5%.

Por Bruno Henrique


Apesar da diferença salarial entre homens e mulheres, alguns cargos como Engenharia de Automação, Analista de Construção Civil e o setor de marketing pagam salários mais altos às mulheres do que aos homens.

O popular movimento feminista, que tem como bandeira a defesa da mulher ter os mesmos direitos que os homens, contém entre as suas pautas de discussão a questão salarial. Já foi assunto de muitas rodas de debate que há um abismo entre o salário de homens e mulheres no mercado de trabalho, mesmo desenvolvendo a mesma função. No entanto, nem em todos os postos de trabalho é assim, aliás, pelo contrário, há vagas de emprego em que a função de chefia é da mulher, logicamente o que a faz ganhar mais por isso.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) apontam que, apesar do avanço das mulheres no mercado profissional, ainda são os homens que dominam esse espaço. A pesquisa mostra que os homens ocupam 58% das ofertas de emprego, com salário médio de quase R$ 2.000, contra 42% das ocupações femininas com média salarial de R$ 1.500.

Mas, vamos às vagas de emprego onde essa realidade é totalmente oposta e, acredite, está no cargo de Engenheiro de Automação, a função no universo profissional que melhor paga as mulheres do que os homens. Acredite! Uma competente engenheira de automação ganha até 12% a mais do que o engenheiro de automação. Nessa área, os rendimentos delas ficam em torno de R$ 5.900, enquanto eles ficam com a média salarial de R$ 5.200,00.

Sabe outro cargo que coloca o salário da mulher à frente dos homens? O de Analista de Construção Civil, função que remunera a mulher com o salário de R$ 3.770,00 e paga aos homens aproximadamente R$ 3.200,00. Fazendo os cálculos, dá para se concluir que é uma diferença de quase 20% entre os salários, o que se trata de uma verdadeira conquista para tempos quando os rendimentos femininos são tão baixos.

O setor de marketing também tem feito a diferença na conta bancária da mulher, principalmente se ela trabalha como Analista de Marketing e usa toda a sua criatividade para criar ações estratégicas para colocar a empresa onde trabalha no topo do gosto do público. Para essas Analistas de Marketing, o salário chega a R$ 3.200,00, enquanto os homens Analistas de Marketing ganham a média de R$ 2.300,00. A diferença nesse caso é de 31%, uma porcentagem bem expressiva para o mercado que ainda é dominado pelos homens.

De acordo com a fonte SalárioBB, a qual forneceu todos esses cargos, salários e porcentagens que as mulheres se destacam, não foi de uma hora para outra que esses empregos começaram a pagar melhor às mulheres do que aos homens.  Essa nova realidade é fruto realmente de esforços maiores por parte da mulher, uma vez que SalárioBB também apontou que elas têm se especializado mais em suas áreas de atuação, procurado meios para se aprimorarem em suas funções e serem competentes no que fazem.

Por Michelle de Oliveira





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