Uma das principais questões que vem sendo levantadas quando o assunto é empresa familiar e economia brasileira é a necessidade de profissionalizar essas organizações. Não somente pelo fato de que ao causar a sua profissionalização as empresas gerarão mais recursos para o ambiente econômico brasileiro, mas, também, pela necessidade de crescimento que as organizações vêm apresentando ao longo da sua trajetória. Traçar perfis rígidos de liderança, onde a sucessão familiar está em primeiro lugar, antes da especialização e de uma administração consciente, é um dos principais problemas a que estas empresas paternalistas estão expostas.

Geralmente, quando se trata do assunto controle, este gera certo desconforto nas empresas onde o clã familiar ocupa a maior parte (por não dizer, todas) das posições de alta responsabilidade. Este mal-estar é ocasionado pela falsa crença de que o negócio está correndo da forma ideal, moldada pelos critérios dos antecessores. Hoje, a administração encontra o sustento de seus preceitos em práticas muito mais flexíveis, orientadas para a satisfação daqueles que sustentam as atividades da companhia, seus clientes. Também a organização orgânica tornou-se fundamental para o desenvolvimento e o sucesso de empresas familiares, pois permite o fácil acesso aos líderes, há um maior diálogo entre pares e superiores e ocasiona o bom convívio das equipes. Dentro de uma organização mais flexível é expressamente necessário o uso de controles, eles permitem que a empresa tenha domínio de suas ações sem ficar "estática ou engessada".

Ao falar em uma organização mais profissionalizada, deve se considerar que não há necessidade de que a empresa contrate pessoas de fora, o próprio núcleo familiar deve buscar o seu desenvolvimento e destreza na gestão do negócio. Com a profissionalização, o grupo familiar poderá consolidar a empresa no mercado e também melhorar o seu posicionamento para a captação de fundos para investimento. 

A profissionalização e o uso de controles da forma correta podem ser uma boa forma de melhorar a relação do clã familiar com investidores e com os sócios, visto que apresentando resultados mediante esses documentos, há menos risco de acontecer desentendimentos e as dúvidas podem ser sanadas na sua maioria. 

Todas as ações que as empresas familiares desejem tomar devem ir ao encontro das suas perspectivas de futuro.

Por Melina Menezes





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