Pagador de impostos deverá trabalhar mais seis meses para conseguir o benefício.

Começando no dia 31 de dezembro de 2018 (próxima segunda-feira), vai ficar mais difícil conseguir aposentadoria integral no Brasil quando o requerente usar os benefícios da regra 85/95.

De acordo com a lei atual, para que consiga receber a aposentadoria de forma integral o pagador de impostos precisa somar a idade e o tempo de “contribuição”. A soma desses dois itens tem que resultar em 85 anos para as mulheres e 95 anos para os homens.

De acordo com informações da Previdência Social, na próxima segunda-feira, dia 31 de dezembro de 2018, haverá uma alteração na contagem desse tempo. A partir dessa data, a soma necessária para se conseguir o benefício irá aumentar 1 ano, ficando em 86 anos para as mulheres e 96 anos para os homens.

Vamos fazer uma simulação de situação que pode acontecer para que você entenda melhor a situação: imagine uma mulher que tem 55 anos de idade. Tendo começado a trabalhar aos 20 anos de idade e tendo feito uma pausa de 5 anos para cuidar do filho, ela terá “contribuído” por 30 anos.

Somando-se os 30 anos de “contribuição” mais a idade atual de 55 anos, chegamos ao resultado de 85 anos, número que atualmente permite sua aposentadoria integral. Porém, a partir do dia 31 de dezembro, a mulher terá que trabalhar por mais 6 meses, que se somará a mais 6 meses de idade, completando a soma de 96 anos. Somente assim terá o direito à aposentadoria integral. O mesmo vale para um homem que tem 55 anos somados a 40 anos de “contribuição”.

A partir de 31 de dezembro de 2018 o total de pontos será progressivo até o ano de 2026. De dois em dois anos, será aumentado 1 ponto, com os aumentos indo até a soma de 90 pontos para as mulheres e 100 pontos no caso dos homens.

Dessa forma se tornará mais difícil conseguir obter o valor mais alto pago pela Previdência Social, que em 2018 está em R$ 5.779,11 por mês.

Atente-se ao Prazo

Lembre-se que o prazo para fazer o pedido dentro das regras atuais (85 e 95 pontos) vai apenas até o domingo, dia 30. O pedido deve ser feito pela internet. Caso o pagador de impostos não conseguir efetuar a solicitação até o final do domingo, dia 30, ele (a) deverá fazer a solicitação e se sujeitar às novas regras.

De acordo com informações da Previdência, o que conta é a data do protocolo da solicitação.

Vantagem da fórmula 85/95

Existem três regras para a aposentadoria no Brasil: a regra 85/95, que é a que estamos lidando aqui; a regra 30/35, que é por tempo de “contribuição”, sendo de 30 anos para as mulheres e 35 anos para os homens; e a regra proporcional, que foi extinguida há 20 anos (em 16 de dezembro de 1998), mas ainda pode ser concedida àqueles que já eram inscritos até a data de 16/12/1998 e cumpram alguns outros requisitos.

A vantagem da regra 85/95 é que o trabalhador que completar o tempo de “contribuição” exigido não precisa se preocupar com o fator previdenciário, que reduz o benefício para quem se aposenta por tempo de “contribuição”.

Vai viver mais? Receberá menos!

Quanto maior a expectativa de vida ao nascer, menos o valor recebido de aposentadoria. O objetivo do fator previdenciário é trazer um equilíbrio nos gastos da Previdência com as pessoas que se aposentam por tempo de “contribuição” mais cedo, já que ao viver mais, a pessoa receberá o benefício por mais tempo, dando um “gasto” maior para a Previdência.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional do Seguro Social, no ano de 2017, as pessoas que se aposentaram por idade tinham, em média, 61 anos. Quem se aposentou por tempo de “contribuição” entrou na lista aos 54 anos e 6 meses de idade.

Por Bruno Rafael da Silva


Confira aqui informações sobre cada tipo de aposentadoria e qual é a melhor opção.

Você trabalhou a vida inteira e chegou a hora de se afastar de vez das atividades trabalhistas, através da aposentadoria. Mas ao contrário do que muitos pensam, esse pode não ser um momento tão simples de vivenciar.

Você sabia que Brasil é possível escolher entre quatro tipos de aposentadorias? Neste artigo vamos falar sobre elas e qual as vantagens e desvantagens de cada tipo.

– Aposentadoria Por Tempo de Contribuição:

Este tipo de aposentadoria compreende unicamente o tempo que o trabalhador contribuiu com o INSS para fazer jus ao uso do benefício. O tempo mínimo de contribuição para requerer a aposentadoria e de 35 anos para homens e de 30 para mulheres. Para saber o valor que o assegurado receberá, consideram-se 80% dos maiores salários recebidos pelo trabalhador desde junho de 1994, considerando o ajuste da inflação, o valor encontrado será o da aposentadoria.

Neste modelo quanto maior o tempo trabalhado, maior as chances de receber valor mais alto de aposentadoria, não é indicado para quem deseja aposentar mais cedo.

– Aposentadoria Por Idade:

A aposentadoria por idade exige idade mínima de 65 anos para os homens e 60 para mulheres. É necessária ainda contribuição mínima de 15 anos com o INSS.

Para saber o valor que o segurado irá receber na aposentadoria, considera-se 70% da aposentadoria integral, acrescido de 1% para cada ano de contribuição. A aposentadoria por idade é mais vantajosa para aquelas pessoas que iniciaram tardiamente a contribuição com o INSS, ao contrário, este tipo não apresenta vantagem para quem iniciou a contribuição mais jovem.

– Aposentadoria Por Invalidez:

Este tipo é válido para quem está inabilitado às praticas trabalhista em virtude de doença ou acidente de trabalho. A invalidez é verificada por um médico credenciado junto ao INSS. O valor da aposentadoria por invalidez considera a média dos 80% maiores salários que o segurado recebeu desde junho de 1994, considerado os ajustes da inflação.

– Aposentadoria Especial:

Para fazer jus à aposentadoria especial, deverá ser comprovado que o assegurado trabalhou sob condições que causem danos a saúde ou integridade física proveniente de riscos químicos, físicos ou tóxicos.

O requerente deve ter trabalhando nestas condições por tempo que varia entre 15 e 25 anos, independente do sexo. O aposentado neste caso recebe valor integral da aposentadoria, ou seja, 80% dos maiores salários recebidos desde julho de 1994.

Por Jaime Pargan





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