O bullying é um tema muito tratado em escolas, mas hoje ele também precisa ser discutido em empresas, pois muitos profissionais mencionam estar sendo prejudicados devido a algumas atitudes que acontecem dentro de uma equipe de trabalho, e aqui vamos falar um pouco mais sobre o assunto.

Engana-se quem pensa que o bullying acontece apenas de patrão para subordinado, pois foi constatado que uma boa parte se refere a colegas de trabalho, e isso está sendo cada vez mais prejudicial para a vida e bem-estar de quem sofre esse tipo de assédio, e também para a empresa, que muitas vezes tem o seu desempenho de qualidade em baixo nível.

O Instituto de Bullying no Trabalho, dos Estados Unidos, divulgou neste ano de 2014 um resultado de uma pesquisa realizada em que mostra que a maior parte dos profissionais que sofrem com o bullying nas empresas é praticado entre colegas do mesmo nível hierárquico, ou em um nível parecido.

Nos Estados Unidos isso aconteceu em cerca de 72% dos empregados norte-americanos, e 28% dos casos aconteceram entre os colegas de trabalho, como mencionado acima.

E um dos dados mais negativo é que isso acontece muitas vezes porque o profissional de destaca na sua função, porém não é reconhecido pela empresa tendo uma promoção, por exemplo, e isso muitas vezes gera piadas de mau gosto, o que pode deixar o funcionário com indícios de depressão.

Porém, de acordo com essa pesquisa, muitas das pessoas que sofrem com bullying nas empresas possuem um bom jogo de cintura e não deixa que isso chegue até os seus superiores, por isso, a nossa indicação é que se um ato como esse acontecer no local em que trabalha, o ideal é que isso seja tratado o quanto antes, pois já está mais do que claro que o bullying pode deixar uma pessoa depressiva, entre outros malefícios.

Por Josiane Fernandes de Jesus


O termo bullying é novidade e modismo, mas o seu significado é antigo e muitas pessoas já o tem enfrentado há anos no trabalho. A palavra tem um significado simples: atos de violência cometidos contra uma pessoa ou grupo para intimidar ou agredir um incapaz. Porém, o dia a dia de quem convive com o problema não é nada simples.

O bullying no trabalho é bem mais comum do que se imagina. Geralmente é praticado contra aquele funcionário mais quieto, sem muito relacionamento com o grupo e pode se relacionar a diversos aspectos: uma forma diferente de se vestir, uma alimentação diferenciada do grupo, ausência em festas e reuniões em bar, entre outros.

O preconceito mais comum é contra novatos, uma forma irônica dos veteranos mostrarem de quem é o espaço. Isso acontece porque funcionários mais antigos podem sentir-se  ameaçados pelo novo companheiro de trabalho, que pode levar uma promoção tão almejada por muitos.

As mulheres geralmente são o público alvo mais comum pela fragilidade emocional mais aparente, sendo motivo de comentários maldosos contra a sua honra e comportamento, peso, entre outros aspectos com o único objetivo de ferir a pessoa agredida.

Para a vítima, a primeira atitude a ser tomada é que o caso seja levado aos coordenadores de setor ou diretores caso seja insistente. Peça discrição para que o resultado não seja ainda pior. O departamento de Recursos Humanos também pode ajudar e muito com dicas, uma vez que possui psicólogos prontos para ajudar nestas situações.

Ficar calado pode instigar ainda mais o grupo que pode chegar a atos de violência fora do ambiente de trabalho. A empresa também deve tomar uma posição com palestras, dinâmicas de grupo e, em casos mais graves, criar uma ouvidoria interna.

Por Lidianne Andrade





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